A “falsa sementeira”

A “falsa sementeira” consiste em preparar o canteiro/terreno como se fosse para semear, mas sem deitar as sementes na terra. Se não chover, faz-se inclusivamente as mesmas regas que faríamos se as sementes já estivessem no solo. O objetivo é favorecer a germinação e a emergência das sementes de infestantes no solo antes de instalar a cultura no campo.

Adia-se assim, a sementeira, enquanto se aguarda pela emergência das plantas infestantes. Assim que estas começarem a aparecer em quantidade, faz-se uma monda e/ou sacha ou por outros meios. Depois faz-se a verdadeira sementeira,  já com uma substancial redução da quantidade de infestantes no canteiro/terreno. Estas competem com as culturas, numa fase inicial e delicada das mesmas, chegando mesmo a comprometer o seu normal crescimento e desenvolvimento. No entanto, quando as infestantes são muitas, pode-se repetir a operação de “limpeza” de infestantes, mas sem prejudicar a época e momento ideal da sementeira.

A “falsa sementeira” é particularmente adequada para culturas semeadas diretamente no local, para sementes pequenas, que levam tempo a germinar e que se desenvolvem lentamente no início do crescimento. É uma operação útil em hortícolas, como cebola (cebolo), alho-francês e cenoura, em alfobres e nos pequenos viveiros que se faz ao ar livre. Esta técnica também é vantajosa em relvados e prados floridos, como também pode ser usada em terrenos onde se faz a transplantação de jovens plantas provenientes de viveiros protegidos, prática cada vez mais comum.

A “falsa sementeira” é uma prática com vantagens na agricultura biológica bem como em qualquer produção sem recurso a herbicidas, em especial nas fases iniciais das culturas.

Num próximo artigo será abordado o passo a passo da técnica da “falsa sementeira”.

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